João Emanuel Carneiro diz que “Avenida Brasil” foi sua melhor novela

Autor fala do sucesso de 'Avenida Brasil' | Foto: Divulgação

Chega ao fim amanhã ‘Avenida Brasil’, a novela mais comentada dos últimos anos, que virou fenômeno nas redes sociais e atingiu 49 pontos de audiência. O autor João Emanuel Carneiro destaca os pontos altos da trama e diz que, sem Adriana Esteves, a Carminha não existiria.

O que acha que mais deu certo e o que poderia ter funcionado melhor na novela?

João Emanuel Carneiro — O balanço que faço é muito positivo. Consegui fazer uma novela em que todos os personagens se comunicavam. Estou muito feliz com os resultados.

Você já disse que Adriana Esteves fez uma Carminha “muito além do que eu imaginava, muito além do que escrevi”. E agora, o que pode dizer sobre ela?

Ela é uma grande atriz. Sem ela, a Carminha não existiria, efetivamente. A atuação da Adriana foi exemplar, porque ela entendeu e incorporou a Carminha como precisava ser.

O público chegou a simpatizar com Carminha e até torcer contra Nina. Como explica essa inversão? E o que achou de Débora Falabella?

A inversão de papéis foi, de certa forma, provocada. O público entendeu que todos nós temos dois lados, inclusive a Carminha e a Nina. A Débora Falabella esteve incrível. Só ela poderia desenvolver um trabalho tão complexo e paradoxal. Ela precisou ser várias numa só. Só atrizes com muito talento são capazes de desempenhar papéis com essas características. E talento, definitivamente, é o que não falta a Débora.

Max (Marcello Novaes) e o filho da Neide precisaram de poucos capítulos para desmascarar Carminha, o que a Nina não conseguiu fazer a novela inteira. Isso não enfraqueceu a vingança da personagem?

Claro que não! O fato de quem desmascarou a Carminha não tira o mérito da Nina. Até mesmo porque se ela não tivesse feito as fotos nada disso teria acontecido.

Mudou alguma coisa na história à medida que você foi escrevendo?

O esqueleto da trama central se manteve o mesmo. Já alguns atores desempenharam tão bem seus papéis que me inspiraram a aumentar a história deles.

Vimos os papéis de José Loreto (Darkson), Juliano Cazarré (Adauto), Cacau Protásio (Zezé), Claudia Missura (Janaína), Emiliano D’Ávila (Lúcio) crescerem bastante…

Sim. Fazendo uma alusão ao time do Divino, muitos atores demonstraram que têm talento para jogar na primeira divisão.

O que pode dizer sobre o final de Carminha? Se ela não for punida, o público não poderá se sentir decepcionado, mesmo reconhecendo o trabalho da atriz?

O final é o final. Surpreendente para alguns e para outros, nem tanto. Não posso entregar porque aí perde a graça, não é?

O assassino de Max está entre os 12 suspeitos já citados ou pode surgir alguma surpresa? Comentou-se até que o Genésio, personagem de Tony Ramos, por exemplo, não teria morrido.

Ele está entre os 12 suspeitos. Façam suas apostas!

No relacionamento entre Roni (Daniel Rocha), Suelen (Isis Valverde) e Leandro (Thiago Martins) ficará claro no fim que Roni também fica com Leandro ou só mantém uma paixão platônica pelo amigo?

Mas como antecipar o final de Roni se nem ele mesmo se definiu ainda?

O Divino que foi visto na novela foi exatamente como você imaginou? Acha que o público se identificou com aquele bairro de subúrbio fictício?

Sempre pensei no Divino como um lugar cheio de cores e brilhos. Um local musical e que o público em geral se identificasse bastante, até mesmo porque tem o futebol como pano de fundo.

E a tal classe C, por que só se fala nisso? Muitos autores, artistas e diretores têm dito que as novelas sempre atingiram todas as classes.

Se a ideia é atingir o número máximo de pessoas, não faz sentido escrever para um público só. Nenhum autor cria uma novela desejando alcançar poucos gatos pingados. A ascensão da classe C é o que mais diferente tem acontecido no País atualmente. Mas é importante ficar claro que a novela mostra a classe C, mas não é feita só para ela. A maior prova disso é o retorno que o público tem dado. Fico feliz que o Brasil tenha entendido minha história.

Você se preocupou com a audiência? Assiste à novela acompanhando o Ibope?

Acompanho, mas tento não ficar refém dela. Ela deve ser um elemento que agrega e não um fator que determina como deve ser sua história.

‘A Favorita’ é considerada um divisor de águas no horário das 21h. E ‘Da Cor do Pecado’, sua primeira novela, é recordista de audiência (43 pontos) no horário das 19h. Como ‘Avenida Brasil’ ficará marcada? É sua melhor novela?

Acredito que seja a minha melhor novela. E espero que ela seja lembrada por muito tempo!

Qual será seu próximo trabalho na TV? Ainda pode fazer uma segunda emorada da série ‘A Cura’?

Ainda vou avaliar algumas possibilidades. Mas, por agora, só quero descansar.

IG

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