#ColunadoLimoeiro: Cenas finais de “Amor á Vida”, juntaram-se, á um novelão com sabões e ouros de um grande produto

A novela foi humana demais. Fantasiosa demais, fantástica, certeira e histórica!

Um produto qualificado, com agilidade e dinâmica de telenovela mexicana e brasileira. Com altos e baixos, com personalidades fortes, viradas  inesperadas, em uma novela com abertura, com letra da música “Maravida”, simplesmente: Vida, vida, vida… Que seja do jeito que for… Mar, amar, amor…  Dando valor ao seu novela e sua música de abertura.

Assim, se tornou a estreia do horário do Walcyr Carrasco. A trama que foi mais que barracos, que foi mais que gritos exagerados do cantor Daniel, na abertura.

O novelão mostrou  a vida, do jeito que ela é, como é. Mostrou os gays, os desejos sólidos de um desejo, de uma má vontade, os absurdos reais e irreais. Como o amor pode ser o céu e o inferno, ao mesmo tempo, como a falsidade é a amiga número da enganação,  e a inimiga da confiança. Como a traição é uma destruição traquina, um pedaço do inferno, dentro da terra.

Como a vingança rompe a alma, como a falta de carinho, a rejeição, o tomento, causa, para, destrói, a vida do ser humano. Demostrando claramente, que:” A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena.”  Demostrando também, que: a regeneração, a segunda oportunidade, até a terceira oportunidade deve ser analisada,  observada e dada.

A traição foi mostrada por vários sentidos. No mundo que a informação explodiu, o desejo, a vontade, seguiu o mesmo caminho. A confiança é um carro livre, que  carrega consigo sentimentos de várias cores, infelizmente, nós, seres humanos somos bons e maus, não somos somente anjos. Também, ás vezes, salgamos a santa ceia.

A homossexualidade não deve ser aceita, simplesmente, porque não há o que aceitar. É respeitar, conviver.  A novela mostrou claramente isso, com o casal Nikon e Eron. E, por fim, com: Felix e Nikon. Mostrou o preconceito real, doloroso e rotulado que, a sociedade alimenta, sobre a  bissexualidade e homossexualidade. Ser gay não é crime, não é opção, ser gay é uma das  natureza da vida.

Por último,  destaco duas coisas: o texto do autor, e as interpretações do atores. A novela tem um elenco gigantesco, não só de número, mais também de talento. A atuação número um,  foi do  talentosíssimo, Mateus Solano, a bicha má, conseguiu superar com mil carros elétricos, Crô e companhia, o gay interpretado por Marcelo Serrado, em “Fina Estampa”.

Por segundo, vem Elizabeth Savalla, com sua personagem Márcia, tão louca de ganância, e preenchida de vontade, garra, marcas,  aprendizagens, espírito generoso, torto, mais bondoso.  Por terceiro, vem Vanessa Giácomo, com sua Aline, a vilã, que sambou, brindou, beijou na frente do corno,  César, que também brilhou grandiosamente, seu rancor, sua raiva e sua valorização do poder, mais que a sua própria vida.

Na quarta colocação, vem Tatá Werneck, com sua delícia, que deliciou a trama, com sua interpretação e loucura de virar milionária. Que deram a trama mais romance, drama e comédia.

Um elenco com sintonia, no lado de um texto fácil, rotativo, gradativo, criativo, experiente e marcados, por cenas emocionantes e históricas, que entraram para história da teledramaturgia brasileira. Mesmo com algumas cenas incoerentes, alguns erros de difícil digestão , a novela teve cenas cômicas e inéditas, isso é o que deve ser levado em conta. Afinal, novela é ficção, não é?

Félix e suas pérolas, as cadelas, as mocinhas, a médica boa, social, Paloma e sua família, Bruno e Paulinha, que não salgaram, a santa ceia. A autista que conhece um pouco mais da vida, com a liberdade, concebida pelo amor puro, verdadeiro e transformador.

O amor na terceira idade, o reconhecimento da terceira idade, o bem-estar, de amar um animal, o amor ao próprio, o reconhecimento de um erro, a luta da vida, a importância de perdoa o próximo, a regeneração,  fazem de “Amor á Vida”, um novelão das nove, vida, vida, vida, que deixará saudades. Pelas contas do rosário,  valeu Walcyr Carrasco, por esse produto, pela ousadia. Vai deixar saudades. É o apocalipse!

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