ALVO NEWS: Ucrânia pede que Conselho de Segurança da ONU detenha Rússia

Ucrania (Foto: AFP)
Tropas russas tomam região da Crimeia, na Ucrânia
(Foto: AFP)

A Ucrânia pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU neste sábado (1) para que se possa agir rapidamente e deter a agressão russa na Crimeia, e acusou Moscou de violar brutalmente a Carta da organização mundial.

“Pedimos ao Conselho de Segurança agora para fazer todo o possível para deter a agressão da Federação Russa na Ucrânia. Ainda há uma chance”, disse o embaixador ucraniano, Yuriy Sergeyev.

“As tropas russas entraram em território ucraniano ilegalmente como um “ato de agressão contra o estado” e “‘o número deles vem aumentando a cada hora”, acrescentou.

Sergeyev pediu o envio de observadores internacionais e disse que a Rússia “violou brutalmente os princípios básicos da Carta das Nações Unidas”. Segundo ele, a Rússia já conta com 15 mil soldados na região da Crimeia. Os EUA também apoiaram o envio de observadores internacionais.

“Pedimos a todos os estados membros das Nações Unidas para demonstrar solidariedade com a nação ucraniana para proteger a soberania e a integridade territorial do país”, acrescentou Sergeyev.

EUA pedem saída da Rússia
Durante a reunião, os Estados Unidos aproveitaram para demandar o fim da intervenção russa na Ucrânia, acusando Moscou de violar compromissos internacionais.

“É tempo de a intervenção russa na Ucrânia acabar. Os militares russos devem se retirar”, disse a embaixadora dos EUA, Samantha Power. “As aspirações do povo da Ucrânia devem ser respeitadas e deve ser permitida a continuidade do diálogo político”.

Obama reune cúpula
A equipe de segurança nacional do Obama se reuniu para estudar possíveis medidas depois que o Parlamento russo abriu o caminho para uma ação militar na Ucrânia, informou um funcionário da Casa Branca. Antes da reunião na Casa Branca, o secretário norte-americano de Defesa, Chuck Hagel, falou por telefone com seu homólogo russo, Serguei Shoigu, em uma tentativa de Washington para se manter em dia com a crescente crise na Ucrânia e a república autônoma pró-russa de Crimeia.

Vários encarregados da segurança nacional, entre eles o chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas norte-americanas, Martin Dempsey, foram à Casa Branca para a pouco usual reunião deste sábado.

“A equipe de segurança nacional do presidente se reuniu hoje (sábado) para receber informações de última hora da situação na Ucrânia e discutir potenciais opções'”, disse um funcionário da Casa Branca. ‘Daremos mais informação nesta tarde’, disse a fonte.

Obama não se encontrava na reunião, mas recebeu um relatório de sua assessora de segurança nacional, Susan Rice, e outros funcionários.

Decisão russa

O Senado da Rússia aprovou neste sábado, por unanimidade e em sessão extraordinária, o pedido do presidente Vladimir Putin para que as forças armadas russas sejam enviadas à região ucraniana da Crimeia. O objetivo do envio das tropas seria “normalizar” a situação, em meio às crescentes tensões separatistas na região ucraniana de maioria russa, acirradas após a destituição, pelo Parlamento ucraniano, do presidente pró-russo Viktor Yanukovich.

A Ucrânia colocou as Forças Armadas em prontidão após o anúncio. “Uma intervenção militar poderia dar início a uma guerra e por fim às relações entre Ucrânia e a Rússia”, disse o presidente interino ucraniano Olexandre Turchinov, segundo a agência Reuters.

A fórmula usada sugere que a Rússia poderia usar tanto a frota no Mar Negro, que já se encontra na Crimeia devido a um acordo bilateral entre Moscou e Kiev, quanto outras tropas russas. Dmitri Peskov, porta-voz de Putin, afirmou que, apesar da aprovação, o presidente ainda não decidiu se as tropas vão ser enviadas.

Desde sexta-feira (27), homens armados, supostamente russos, ocupam o Parlamento e áreas principais da Crimeia, uma região ucraniana com tendência separatista. Obama declarou que qualquer intervenção militar na Ucrânia teria “um custo”.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, afirmou que telefonaria para Putin para expressar preocupação perante a situação e pedir que haja “total respeito” à soberania e à integridade territorial do país. Ele insistiu que é hora de “ter cabeça fria”.

G1

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