Maior ibope da Globo desde 1996, Senhora do Destino faz dez anos

Em 28 de junho de 2004, a Globo colocava no ar sua novela de maior sucesso nos últimos 18 anos: Senhora do Destino. A história da retirante Maria do Carmo (Susana Vieira) e sua rival Nazaré Tedesco (Renata Sorrah) teve média de 50,4 pontos e 73,7% de participação nos televisores ligados. Nenhuma novela das 21h fazia tanto sucesso desde O Rei do Gado (1996), que fechou com 52,0 pontos.

Nenhuma trama posterior conseguiu superar a audiência de Senhora do Destino. As mais recentes não chegam nem perto do sucesso do folhetim escrito por Aguinaldo Silva e dirigido por Wolf Maya. Para ter uma ideia, a atual novela das nove, Em Família, tem pouco mais da metade do ibope, 29,3 pontos, e menos de 50% de participação nas TVs sintonizadas (fato inédito às 21h). Atualizando para valores atuais, em que cada ponto equivale a 65 mil domicílios (em 2004, eram 49,5 mil), Senhora do Destino teria 38,3 pontos.

“Foi uma novela marcante, um grande sucesso de audiência e repercussão. [Nos últimos dez anos,] houve uma mudança no cenário. Hoje em dia, a concorrência com outras mídias é muito maior. Vivemos um outro tempo, diferente de dez anos atrás”, analisa Nilson Xavier, crítico de novelas e autor do Almanaque da Telenovela Brasileira.

Dez anos depois, a trama de Aguinaldo Silva ainda fica na memória dos telespectadores. Não é difícil encontrar páginas, perfis nas redes sociais e montagens com fotos e bordões de Nazaré Tedesco (Renata Sorrah) e Giovanni Improtta (José Wilker). O segredo do sucesso está nas histórias e nos tipos dos personagens, avaliam especialistas em teledramaturgia.

“A saga de Maria do Carmo e seus filhos representou a vitória do migrante nordestino. Aguinaldo Silva conseguiu inverter completamente o ponto de vista reinante. [A novela teve] uma das maiores vilãs de todos os tempos, a ensandecida Nazaré Tedesco, e um contraventor arrependido, o ex-bicheiro Giovanni Improtta. Houve um equilíbrio muito satisfatório entre ficção e o seu entorno de realidade”, explica Mauro Alencar, doutor em Teledramaturgia Brasileira e Latino-Americana pela USP (Universidade de São Paulo).

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